Notassons  Montez Magno
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Abertura

19 de junho, 2018. horário 19:00

Período Expositivo

20 de junho, 2018 a 11 de agosto, 2018

Press Release [PDF] ↓

Montez Magno, um dos grandes nomes pernambucanos das artes visuais do país, é tema de novo livro da Coleção Memória, da Cepe Editora e de uma nova exposição na Galeria Pilar.

Por ocasião do lançamento da publicação em São Paulo, a Galeria Pilar realizará a exposição NOTASSONS, apresentando cerca de 20 obras do artista presente em seu acervo . O título da mostra resgata o nome de uma série de mesmo nome realizada ao longo de 20 anos (1970-1990), cujo exercício é do campo da investigação da linguagem musical. Será a oportunidade de conhecer os originais realizados ao longo desse período e que serão apresentados pela primeira vez.

Se um dos papéis da arte é nos ajudar a compreender a vida, percorrer o caminho de um artista se faz ainda mais revelador para entender a sua obra e o seu mundo – também o nosso. Eis uma das propostas do livro Montez Magno: Poeta, Artista, Camaleão (256 páginas, R$ 80), que acaba de ser lançado pela Cepe Editora, como parte da Coleção Memória. Assinado pela jornalista Olívia Mindêlo, o perfil biográfico mergulha na vida deste pernambucano de 83 anos, um dos pioneiros da arte contemporânea no Brasil.

Trata-se de uma persona singular, cheia de memórias, experiências e histórias. Referindo-se a si como “muitos em um só”, ao parafrasear Fernando Pessoa, o poeta e artista visual Montez Magno é alguém a quem podemos chamar de inquieto, alguém afeito à experimentação até hoje e capaz de lembrar, com detalhes, os nomes das ruas onde morou, de se sensibilizar com a beleza da transparência da água e de guardar acontecimentos remotos e recentes. Adora acumular coisas de todo tipo e faz delas arte, tornando-se reconhecido por isso.

Montez Magno não mede esforços se for para fazer arte, e é um exímio apreciador e consumidor de bens culturais. A sua bem-vivida existência se revela neste depoimento: “Sou um artista vocacional, não profissional. Eu sou um vocacional, com toda a pretensão que este título, rótulo, tem. O vocacional tem uma conotação religiosa: aquele que foi chamado a fazer. Estou certo de que fui, porque desde os 16 anos que eu me conheço artista. Quer dizer, poeta e artista, mas sempre no campo das artes”.

Com prefácio da curadora Clarissa Diniz, a publicação reúne imagens de sua vida e obra em 20 capítulos sobre cada fase marcante dos seus anos vividos entre Timbáuba (cidade onde nasceu em 1934), Afogados da Ingazeira, Recife, Olinda, São Paulo, Madri, Rio de Janeiro e as inúmeras cidades que visitou, incluindo o Saara. Cada capítulo tem como abertura o trecho de um poema de Montez Magno relativo à respectiva fase da sua trajetória, pois a carga subjetiva de sua produção poética diz bastante sobre sua personalidade e vida. O volume é resultado de mais de 10 entrevistas com o artista e de uma pesquisa em seu arsenal de livros, documentos, reportagens e cartas – algumas delas trocadas com personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Osman Lins e Augusto de Campos.

Sem se filiar a nenhum movimento artístico propriamente dito, Montez Magno ficou conhecido por sua incursão na pintura abstrata, sobretudo no abstracionismo geométrico, a partir de séries como Morandi, Barracas do Nordeste, Portas de contemplação, entre outras, embora também tenha pintado quadros figurativos. Em plena década de 1950-1960, peitou a predominância da linguagem pictórica regionalista do Nordeste, na qual imperava, em Pernambuco, a predileção pelas pinturas figurativas de paleta tropical, criando quadros como os da Série Negra, por exemplo, com fortes manchas soturnas e abstratas. Na sua primeira exposição, em 1957, realizada no Recife por iniciativa do artista e designer Aloisio Magalhães, Montez expôs quadros experimentais para a época, com uso de areia, tinta e outros elementos pouco usuais na cidade. Sua ousadia lhe rendeu, já em 1959, a primeira de três participações na Bienal de São Paulo – na época junto ao amigo Anchises de Azevedo, com quem dividia ateliê em Olinda.

Além da pintura, sua obra reúne gravuras, objetos, múltiplos, instalações e toda sorte de experimentação que seu trabalho é capaz de gerar. Já participou de várias exposições importantes, incluindo fora do Brasil. Atualmente, mora no Recife e é representado, em São Paulo, pela Galeria Pilar.

Sobre a autora:

Olívia Mindêlo é jornalista da área de arte e cultura e atua, desde 2016, como editora do site da revista Continente. Graduou-se pela UFPE em 2005 e tem mestrado em Sociologia pela mesma universidade, através do qual realizou pesquisa sobre a relação do público com a arte contemporânea na Bienal de São Paulo, em 2010. Foi repórter e editora-assistente do Caderno C, no Jornal do Commercio, e já editou e escreveu textos críticos para projetos expositivos e publicações de arte. Este é o seu primeiro livro publicado.

Lançamento do livro: Montez Magno, Poeta, Artista, Camaleão (Coleção Memória, 256 páginas, R$ 80), pela Cepe Editora e exposição individual do artista.
Abertura: 19 de junho de 2018, 19h às 22h
Exposição: 20 de junho a 11 de agosto de 2018
De terça a sexta, das 11h às 19h
Sábados, das 11 às 17h

Galeria Pilar
Rua Barão de Tatuí, 389 – Vila Buarque – SP
Metrô mais próximo – Estação Santa Cecília ou Marechal Deodoro
Fone: 11 36617119
www.galeriapilar.com
Informações adicionais:
Elisio Yamada/Henrique Miziara
Fone: 11 36617119
elisio@galeriapilar.com | henrique@galeriapilar.com

Contatos para entrevistas:

Olívia Mindêlo: (81) 99242-9451, omindelo@gmail.com

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