MARTA MINUJÍN

11 SETEMBRO 26 OUTUBRO

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MARTA MINUJÍN

Abertura

Terça-feira 10 de setembro de 2013 19h

Período expositivo

11 de setembro a 26 de outubro de 2013

Horário de visitação

Ter. a sex., 11h/19h
sáb., 11h/17h

Mostra reúne importantes trabalhos da trajetória da artista argentina, que foi amiga de Andy Warhol e Helio Oiticica

A Galeria Pilar comemora seus dois anos de atividades com exposição panorâmica da grande artista argentina Marta Minujín. A mostra, que ocorre entre 10 de semtembro, às 19h, e 26 de outubro de 2013, tem curadoria do argentino Rodrigo Alonso e reúne importantes obras da carreira da artista, desde sua produção efêmera e pioneira em instalações de ambiente dos anos 1960 até trabalhos mais recentes, da última década.

Marta Minujín é uma figura emblemática na história da autogestão de projetos na Argentina. Incansável "projetista", Minujín transitou por múltiplas experiências durante sua produção. No início dos anos sessenta, realizava performances de caráter efêmero, como “La destruccíon”, realizada em Paris em 1963. Essa sua primeira obra autodenominada Happening, na qual convocou artistas, entre eles Alejandro Otero, Carlos Cruz Diez e Christo, para queimar e destruir seus trabalhos expostos.


Marta Minujín

Marta Minujín é uma das artistas mais importantes da Argentina. A partir da década de 1960 seu trabalho adquire relevância pela originalidade com que se insere num campo artístico em profunda transformação. Nesses anos abraça a revolução da Pop Art, faz experiências com novas tecnologias e abandona a produção material de pinturas para desenvolver uma intensa atividade nos terrenos das performances, dos happenings e das ações urbanas. Interessada em incrementar as relações entre arte e vida, deixa de lado as instituições e realiza obras de participação maciça, lúdicas e abertas, nas quais o espectador é protagonista.

Seus colchões multicoloridos se posicionam entre a pintura, a escultura e a instalação. Com eles se separa do informalismo e sua tragédia existencial para capturar a euforia e o otimismo dos anos 60. Graças a eles vai a Nova York, onde entra em contato com a vanguarda local. Ali conhece Andy Warhol, com quem posteriormente realiza El pago de la deuda externa argentina con maíz “el oro latinoamericano” ("O pagamento da dívida externa argentina com milho “o ouro latino-americano”), de 1985, uma performance em que conjuga arte e política.

Desde meados da década de 60 sua produção é imaterial. Realiza ações e desenha situações para mobilizar as pessoas. Em El obelisco acostado (O obelisco deitado), de 1978, apresentado na I Bienal Latino-americana de São Paulo, constrói uma réplica do famoso monumento portenho e convida o público a entrar nele. Sua intenção é dessacralizá-lo, romper com sua imponente presença na cidade. Simultaneamente leva adiante uma série de performances que fazem referência à base agrícola dos países latino-americanos. Uma das obras dessa série, Repollos (Repolhos), de 1977, está no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.

Também a esse período pertence um conjunto de projetos monumentais compostos por estruturas metálicas recobertas de elementos destinados ao consumo de massa, como El obelisco de pan dulce (O obelisco de pão doce), de 1979, La torre de pan de James Joyce (A torre de pão de James Joyce), de 1980, e El Partenón de libros (O Partenon de livros), de 1983. Por conta da complexidade de sua realização, muitos deles continuam em estado potencial. Nesta exposição estão incluídos planos de alguns de seus projetos não realizados, como La pelota de fútbol de dulce de leche (A bola de futebol de doce de leite), a Torre Eiffel de pan baguette (Torre Eiffel de baguete) e a maquete de La catedral del pensamiento vacío (A catedral do pensamento vazio), um dos poucos que foram pensados para perdurar no tempo em algum parque de acesso público.

Rodrigo Alonso

Na exposição, apresentamos documentação e croquis de performances e instalações históricas, como “Obelisco Acostado”, realizada na Bienal de São Paulo, em 1978; e a ação “Repollos”, realizada em 1977, no MAC USP. A mostra traz ainda a celebrada série de seis fotografias da ação “O pagamento da Dívida Argentina”, realizada com Andy Warhol, em 1985, em Nova York, desdobramentos dos famosos colchões do anos 1960, além da escultura “Catedral para o Pensamento Vazio”.

No mesmo período da mostra em São Paulo, a artista recria um de seus mais importantes trabalhos na 9a Bienal do Mercosul 2013, que ocorre entre 13 de setembro e 10 de novembro de 2013 em Porto Alegre (RS). Apresentada originalmente em 1966, no Instituto Torcuatro de Tella, em Buenos Aires, a obra “Simultaneidad en Simultaneidad”, trata-se de um projeto internacional denominado Three Countries Happening, concebido em colaboração com os artistas Allan Kaprow (desde Nova York) e Wolf Vostell (desde Berlim). De Buenos Aires, Minujín usava todos os meios de comunicação (tv, telex e rádio), para criar uma invasão de mídia instantânea.




Marta Minujín

Marta Minujín es una de las artistas más importantes de la Argentina. Desde la década de 1960, su trabajo adquiere relevancia por la originalidad con la que se inserta en un campo artístico en profunda transformación. En esos años abraza la revolución del Pop Art, experimenta con las nuevas tecnologías, y abandona la producción material de pinturas para desarrollar una intensa actividad en los terrenos de las performances, los happenings y las acciones urbanas. Interesada en incrementar las relaciones entre arte y vida, deja de lado a las instituciones y realiza obras de participación masiva, lúdicas y abiertas, en las que el espectador es protagonista.

Sus colchones multicolores se posicionan entre la pintura, la escultura y la instalación. Con ellos se separa del informalismo y su tragedia existencial para plasmar la euforia y el optimismo de los años sesenta. Gracias a ellos llega a Nueva York, donde entra en contacto con la vanguardia local. Allí conoce a Andy Warhol, con quien posteriormente realiza El pago de la deuda externa argentina con maíz “el oro latinoamericano” (1985), una performance en la que conjuga arte y política.

Desde mediados de los sesenta su producción es inmaterial. Realiza acciones y diseña situaciones para movilizar a la gente. En El obelisco acostado (1978), presentado en la I Bienal Latinoamericana de São Paulo, construye una réplica del famoso monumento porteño e invita al público a ingresar en él. Su intención es desacralizarlo, romper con su imponente presencia en la ciudad. Simultáneamente lleva adelante una serie de performances que hacen referencia a la base agrícola de los países latinoamericanos. Una de las obras de esta serie, Repollos (1977), tiene lugar en el Museo de Arte Moderno de Río de Janeiro.

También a este período pertenecen un conjunto de proyectos monumentales compuestos por estructuras metálicas recubiertas de elementos destinados al consumo masivo, como El obelisco de pan dulce (1979), La torre de pan de James Joyce (1980) y El Partenón de libros (1983). Debido a la complejidad de su realización, muchos de ellos continúan en estado potencial. En esta exposición se incluyen planos de algunos de sus proyectos no realizados, como La pelota de fútbol de dulce de leche, la Torre Eiffel de pan baguette, y la maqueta de La catedral del pensamiento vacío, uno de los pocos que han sido pensados para perdurar en el tiempo en algún parque de acceso público.

Rodrigo Alonso