CHRISTINGER DE MAYO

THE NEW INTERNATIONAL

13 MAIO 14 JUNHO

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CHRISTINGER DE MAYO

Abertura

Sábado 10 de maio de 2014 11h

Período expositivo

13 de maio a 14 de junho de 2014

Horário de visitação

terça à sexta das 11 às 19h.

sábados das 11 às 17h.

Relações artísticas entre Brasil e Suíça são temas de exposições e intercâmbios nas galerias Pilar e Galeria Christinger de Mayo de Zurique.

Galeria Pilar (São Paulo) e Galeria Christinger de Maio (Zurique) fazem intercâmbio investigativo de relações artísticas entre Brasil e Suíça.
A Galeria Pilar tem o prazer de apresentar, a partir de 12 de maio de 2014, a exposição “The New International”, que traz ao Brasil obras de seis artistas internacionais representados pela galeria suíça Christinger de Maio. A mostra, que ocupa todo o espaço expostivo da Pilar, é a primeira parte de um intercâmbio investigativo de relações artísticas entre Brasil e Suíça. Em novembro é a vez da Pilar ocupar a sede da Christinger de Maio, em Zurique, com seus artistas representados.
Esta exposição tenta construir uma ponte, não só mostrando partidos artísticos de uma galeria no espaço da outra, mas investigando as possíveis interconexões entre elas. A influência e o legado de Mira Schendel (1919-1988) na cultura internacional é o ponto central da exposição, traçando paralelos sobre produção, materiais e questões filosóficas entre a obra da suíça naturalizada brasileira e dos artistas Justin Hibbs (Inglaterra), Johanna Unzueta’s (Chile), Felipe Mujica (Chile), Monica Usrina Jäger’s (Suíça), Clare Goodwin (Inglaterra) e Michael Günzburger (Suíça).
Mesmo sendo países muito distantes em diversos sentidos, existem linhas históricas e culturais sendo reexaminadas por artistas nos dois ambientes. A história errante de Mira Schendel, os cinco volumes de escritos pelo naturalista e embaixador suíço Johann Jakob von Tschudi (1818-1889) sobre o Brasil e a leva de emigrantes que vieram em massa para nossas terras no final dos século 19 e após a II Guerra Mundial, são fatos que marcam o desejo de entender, adaptar e encontrar um ponto de vista para enfrentar nossas incertezas globais atuais. A nostalgia e o interesse artístico de ambos os lados, ironizam o consumo como nossa força motriz e pressionam por mudanças e desconstruções através de produções artística que reexaminam possibilidades perdidas e promessas não cumpridas de sonhos coletivos.

Sobre os artistas participantes
A obra de Justin Hibbs (*1971, Inglaterra) é uma investigação sobre a natureza da percepção espacial e sua representação em duas e em três dimensões. Ela se inspira no rico patrimônio de informações invisíveis codificado em estruturas arquitetônicas como agendas sociais, políticas ou estéticas. Com um senso de percepção em constante mudança, o trabalho opera no espaço intersticial (ou espaço entre uma coisa e outra), buscando estabelecer relações entre as noções reais e idealizadas de espaço.
As esculturas de feltro de Johanna Unzueta (*1974, Chile) se inspiram em conceitos históricos de arte encontrados nas propriedades quase mágicas de materiais para transformação e em sua história familiar, em que fazer coisas com as mãos e com tempo era uma espécie de desafio a eventos da história chilena que foram profundamente inquietantes.
Felipe Mujica (*1974, Chile) está repensando as diferentes metodologias do modernismo e propondo novas ideias para concluir um movimento que não foi capaz de cumprir suas promessas.
A prática de Monica Usrina Jäger (*1974, Suíça) se centra na acumulação de formas e estruturas criadas pelo processo de desenhos em camadas, em que múltiplas linguagens, como a diagramática, o plano arquitetônico, abstração e representação colidem para confundir as relações espaciais.
Clare Goodwin (*1973, Inglaterra). Suas pinturas e instalações têm como fonte uma rica tradição suíça e latino-americana de construtivismo, mas se inspiram em amigos, suas vidas e seus sonhos, e não por ideias de mudança social e revolução de classes. Suas pinturas jogam sutilmente com aspectos femininos e masculinos e suas representações e clichês, subvertendo nossas ideias sobre o tema ao utilizar uma abordagem aparentemente abstrata.
Michael Günzburger (*1974, Suíça) explora a natureza dos desenhos, utilizando-os como um ensaio, experimentando com diferentes níveis de materialização. Volume e espacialidade são criados pelo uso de diferentes papéis e camadas, desenhos de linhas e cores.