PARTIR DO ERRO

15 OUTUBRO 22 NOVEMBRO

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Abertura

Terça-feira 14 de outubro de 2014 19h

Período expositivo

15 de outubro a 22 de novembro de 2014

Horário de visitação

terça à sexta das 11 às 19h.

sábados das 11 às 17h.

"Em que está trabalhando?", perguntaram ao sr. K. Ele respondeu: "Tenho muito o que fazer, preparo meu próximo erro". Bertolt Brecht, Histórias do sr. Keuner, 1926-1956
“A cultura é a regra. A arte é a exceção” Jean-Luc Godard, Je vous salue Sarajevo, 1993
Mostra coletiva “Partir do Erro” reúne obras de nove artistas na Galeria Pilar
A Galeria Pilar tem o prazer de apresentar a coletiva “Partir do Erro”, que ocorre entre 14 de outubro  de 2014, às 19h, a 22 de novembro de 2014. A exposição, sob curadoria da espanhola Marta Ramos-Yzquierdo, reúne obras dos artistas Bruno Moreschi, Chico Togni, Cristina Garrido (Espanha), Fábio Tremonte, Montez Mangno, Pontogor, Rafael Munárriz (Espanha), Ricardo Alcaide (Venezuela) e Victor Leguy.
A mostra “Partir do Erro” propõe um exercício de reflexão sobre o significado do conceito de falha e seu rol nos processos criativos e atitude ante a realidade. O errado é o que nos ensinam que não pode ser feito. Existe, portanto, em nossa educação um limite, uma série de regras a serem respeitadas e que marca o lugar do certo, do civilizado.
Mas o que acontece quando se transgride esse marco? E se o marco está em si mesmo errado e só indo além, existe uma possibilidade do certo? Existe um absoluto que une realmente a dualidade certo/errado, positivo/negativo que negaria a soma de subjetividade e diferenças?
A mostra está ligada à pesquisa em desenvolvimento realizada por Marta Ramos-Yzquierdo sobre as condições laborais do artista contemporâneo, na qual inexoravelmente tratam de possíveis definições do trabalho e processos artísticos. Juntos, artistas convidados e a curadora pensam nos seus procedimentos e nos diferentes erros, jeitos de se equivocar e possibilidades além das falhas que surgem.

A exposição inicia-se com obras do pernambucano Montez Magno, trabalhos dos anos 1972, 1973 e 2009, que questionam a validez da lógica cartesiana no instante em que reconhecemos a existência do subjetivo e do acaso. Esse abatimento da representação do mundo prefixado (nesse caso, cartas celestes e mapas do horizontes) abre espaço para novas propostas no pensar, analisar e fazer dos outros trabalhos.  A exposição se articula conceitualmente a partir de dois pontos, que muitas vezes se atravessam: a existência de sistemas errados, porém assumidos como certos ou válidos (políticos, econômicos, sociais); e o erro como lugar no processo criativo, entre o acaso e a decisão de mudança, que permite ir além de qualquer sistema a abrir novos campos de pesquisa e concretização. Assim, se cogita e se propõe a pergunta que vislumbra o erro como uma qualidade do pensamento e de ações positivas e necessárias, e não como elemento de controle e repressão.

Curadoria: Marta Ramos-Yzquierdo
Artistas: Bruno Moreschi, Chico Togni, Cristina Garrido (Espanha), Fábio Tremonte, Montez Mangno, Pontogor, Rafael Munárriz (Espanha), Ricardo Alcaide (Venezuela) e Victor Leguy. 

Marta Ramos-Yzquierdo formou-se em História da Arte pela Universidade Complutense de Madri, mestre em Gestão Cultural e Comunicação Institucional pelo Instituto Universitario Ortega y Gasset e mestre em Comunicação Institucional pela Universidad de los Andes, Santiago de Chile. Começou desenvolvendo projetos na Espanha, dentro da Fundación Amigos del Museo del Prado e como coordenadora e editora do site dedicado as artes visuais masdearte.com. Em 2003 muda-se para América do Sul, morando primeiro no Chile, onde colaborou nas áreas de produção e comunicação com o MAC Santiago, para a reabertura da sede original do museu e na exposição “Equipo crónica”, no MAVI, no Centro Cultural de España, onde organizou a mostra “Los otros Hermanos Machado” e na Universidad de los Andes como professora do Master en Gestión del Patrimonio Histórico. Desde 2009 no Brasil, foi diretora da Baró Galeria até 2012, para entrar logo como  diretora do PIVÔ, sendo responsável pelo estrutura inicial e lançamento do projeto no Edificio Copan, em São Paulo, vinculada como assessora de projetos e responsável pela reflexão crítica sobre as exposições e workshops realizados até fevereiro de 2013. Em novembro de 2013 participou no Curatorial Intensive do ICI New York, celebrado em Bogotá, onde presentou seu projeto de pesquisa sobre as relações entre artista e mercado laboral atual, atualmente em desenvolvimento junto a Ana Leticia Fialho, pesquisadora especializada nos sistemas da arte contemporânea. Como curadora realizou as mostras “Emmathomasteca. Arquivo aberto da senhora Thomas” na galeria Emma Thomas de São Paulo, em outubro – novembro de 2013, e “La Historia la escriben los vencedores” no Espacio de Arte. OTR em Madri, entre fevereiro e abril de 2014. Atualmente dirige junto com María Iñigo Clavo, pesquisadora postdoutoral da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, o grupo de pesquisa e trabalho “A Historia em display”, que reúne uma equipe multidisciplinar de artistas, curadores, historiadores, antropólogos, arqueólogos, etc. para realizar um análise dos discursos históricos criados nas instituições museológicas do Brasil e uma posterior proposta de inserções críticas desde a arte contemporânea. Colabora como crítica nas revistas A-des, Barcelona, Artishock, Chile y Arte al Dia, Miami.
 
Bruno Moreschi, 1982, Maringa, Paraná. Vive e trabalha em São Paulo.
Chico Togni, 1981, Itajubá, Minas Gerais. Vive e trabalha em São Paulo.
Cristina Garrido, 1986, Madri, Espanha. Vive e trabalha em Madri.
Fábio Tremonte, 1975, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo.
Montez Magno, 1934, Oliveira (Timbaúba), Pernambuco. Vive e trabalha em Recife.
Pontogor, 1981, Rio de Janeiro. Vive e trabalha em São Paulo.
Rafa Munárriz, 1990, Tudela, Espanha. Vive e trabalha em Madri.
Ricardo Alcaide, 1967, Caracas, Venezuela. Vive e trabalha em São Paulo.
Victor Leguy, 1979, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo.